Bom Atendimento ou Obrigação?

Essa semana tive uma ótima experiência que me deixou muito satisfeito.

Há um ano e pouquinho, eu adquiri uma armação de óculos da marca mormaii um ótimo produto, mas como as ponteiras são de borracha e ficam em contato direto com a pele é natural que com o tempo se desgastem. Eu já tinha jogado a garantia fora, então no dia 09 mandei um e-mail para o SAC da empresa para pedir informações de onde eu poderia comprar as ponteiras para reposição. No dia seguinte recebo o retorno do e-mail, pedindo meu endereço e o modelo do óculos e depois de cinco dias recebo minhas ponteiras pelo correio gratuitamente.

Conclusão, toda vez que eu for trocar de óculos agora minha primeira opção vai ser a Mormaii.

http://www.mormaiieyewear.com.br/index_pt.html

Algumas reflexões:

Isso é obrigação da empresa?

Bom atendimento é resolver problemas sem burocratizar?

As marcas são construídas através do relacionamento?

Aqui fica minha opinião:

Eu acho um absurdo as empresas investirem milhões em Publicidade e pagar “500 reais” para um(a) atendente despreparado. Acredito que as empresas devam investir e muito no atendimento colocando pessoas preparadas e que saibam o que estão fazendo e falando, e que principalmente consigam resolver nossos problemas e não ficar brincando de pingue-pongue.

Concordo que temos consumidores cada vez mais exigentes, algumas exigências até absurdas mas quem conseguir criar boas experiências de atendimento estará à frente de seus concorrentes.

As cores devem seguir regras ou conceitos?

Não tenho dúvidas sobre a importância das cores para o Design. Mas sempre me questiono, quando estou desenvolvendo qualquer projeto, se devo seguir regras básicas da chamada “psicologia” das cores ou se a cor deve seguir o conceito.

Seria racional utilizar a cor vermelha para um aparelho de barbear?

Para responder essa pergunta segue um pequeno trecho do artigo Lições de quem sabe salvar empresas – Um líder precisa enfrentar as verdades estabelecidas, diz James Kilts, que recuperou a Nabisco e a Gillette que saiu na Revista Época Negócios nº18.

“Líderes precisam também ter coragem para confrontar verdades estabelecidas. Ao assumir a Gillette, em 2001, Kilts deu de cara com uma delas. “Não se pode usar a cor vermelha num aparelho de barbear. Lembra sangue”, diziam os profissionais do marketing.

Pouco depois foi lançado o Mach3 Cool Blue, aparelho azul com três lâminas criado para o público jovem. O sucesso do produto incentivou Kilts a contestar o antigo tabu. Defendeu a criação de um aparelho vermelho, uma iniciativa que, acreditava, ajudaria a enfrentar o anunciado lançamento do equipamento com quatro lâminas da Schick, sua concorrente. Contra a opinião dos marqueteiros, foi criada uma campanha que vinculava a imagem do novo produto a corridas de carros

O aparelho recebeu o nome de Mach3 Turbo Champion. Foi a versão de produto já existente mais vendida na história da Gillette”.

Funky Design?

Esse ano completei 10 anos de carreira e para comemorar com muita alegria, cheio de motivação e de um novo entusiasmoo estou começando meu estúdio de Design.

Muitas coisas mudaram, hoje percebo que tudo o que fiz até ontem, já se tornou ou se tornará obsoleto a todo instante temos que nos reinventar e buscar novas soluções para que nosso trabalho se torne realmente relevante.

Um livro que li e que me tirou o sono foi o Funky Business, me fez refletir muito sobre o que devo fazer e como fazer, para que o meu trabalho se torne cada vez mais “Funky”.

Funky Business adverte: o novo mundo é diferente! Esqueçam a velha ordem mundial! Esqueçam tudo que aprenderam até ontem! A realidade revolucionária é que 1,3 kg de cérebro contém a chave do futuro. A vantagem competitiva está em ser diferente. Hoje, a única coisa que faz o capital se movimentar é o talento. Sendo assim, não podemos conduzir os negócios da maneira usual – precisamos de Funky Business.

http://www.funkybusinessforever.com/