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CDO – Chief Design Officer, será uma tendência?

Em 2007, fiquei sabendo que a Procter & Gamble, havia criado a Vice-Presidência de Design, essa notícia provocou em mim uma certa inquietação, porque foi a Procter & Gamble que, também criou o cargo de gerente de marca e, depois foi imitada pela maioria das grandes empresas.

Na época também entrou no mercado a Method Home que tinha como diferenciais, a sustentabilidade e o Design das Embalagens desenhadas por Karin Rashid.

Passaram-se 2007 e 2008, e não li nada relevante sobre assunto. Eis que hoje acabo de receber a revista Exame com o título: Todo poder ao Design.

Segue abaixo a matéria na integra:

Todo poder ao design

Gigantes dos produtos de consumo recrutam designers para o topo da hierarquia corporativa como forma de valorizar suas marcas – e ganhar competitividade.

Por Daniel Hessel Teich | 19.02.2009 | 17h47

Revista EXAME -

Em meio aos diversos significados que a palavra “design” adquiriu com o passar dos anos, o mais utilizado do ponto de vista do marketing está relacionado à ideia de sofisticação e exclusividade. Foi com esse sentido que os setores da moda, de artigos de luxo, automóveis e eletrônicos se apropriaram do termo para aumentar o prestígio – e o preço – de seus produtos. Mas o conceito original de design é muito mais amplo: envolve todo o processo de concepção e fabricação de um produto, seja ele um apontador de lápis ou um tanque de guerra. É justamente dentro dessa abordagem mais ampla que o design experimenta um renascimento entre as empresas globais de produtos de consumo. Proprietárias de um portfólio gigantesco de marcas e espalhadas por dezenas de países, grandes corporações têm utilizado as possibilidades oferecidas pelo design para reforçar suas marcas e aumentar suas vantagens competitivas em relação aos concorrentes. E, para conduzir esse processo, têm destacado designers para assumir postos em seu primeiro escalão – como vice-presidente ou mesmo como chief design officer, cargo que se equipara ao de executivo-chefe das áreas de marketing, operações ou finanças. Com essa posição, eles têm poderes para intervir em praticamente todas as áreas da companhia, das fábricas à cadeia de suprimentos e distribuição.

O exemplo mais notório dessa nova tendência é a Coca-Cola, companhia símbolo do consumo global e dona da marca mais valiosa do mundo, avaliada em 67 bilhões de dólares. Com operações dispersas por mais de 200 países, a direção da Coca-Cola percebeu que a força da marca-mãe – justamente seu maior ativo – acabava dispersa em meio a um imenso catálogo de produtos e marcas. Em 2004, a Coca-Cola contratou o designer americano David Butler para pôr ordem em um universo formado por 450 marcas de bebidas, produzidas em 900 fábricas, distribuídas em 20 milhões de pontos-de-venda, transportadas em 500 000 caminhões e acondicionadas em 10 milhões de geladeiras e máquinas de venda automática. Desde que assumiu o posto, Butler já realizou uma série de reformas que envolvem redesenho de embalagens, mudanças nas geladeiras usadas pela empresa – que consomem 40% menos energia do que as antigas – e uma nova configuração dos caminhões. Atualmente, está em teste no mercado chinês uma das últimas criações de sua equipe. Trata-se de uma máquina de venda automática com tela sensível ao toque que exibe filmes e toca música.

Entre todos os lançamentos criados sob supervisão do novo departamento de design da Coca-Cola, o que provocou maior impacto foram as garrafas que ilustram esta reportagem. Produzidas de alumínio, elas se resfriam mais rapidamente – ou seja, exigem menor gasto de energia em refrigeração. Também vêm acondicionadas em caixa de papelão reciclado, o que reforça o apelo ecologicamente correto. Ao mesmo tempo, resgatam elementos clássicos de design da marca, como o formato da garrafa, as cores e a logomarca em destaque. “A Coca-Cola tem uma marca poderosíssima e com um arsenal de recursos quase infinito. O que a nova equipe está fazendo é resgatar e valorizar essa herança”, diz Ricardo Fort, diretor de marketing da Coca-Cola no Brasil. Por enquanto, as garrafinhas de alumínio, batizadas de contour (“contorno”, em inglês), são vendidas apenas em promoções especiais – no Brasil, por exemplo, foram vendidas em casas noturnas durante a Olimpíada de Pequim, evento que tinha a Coca-Cola entre os patrocinadores. Mas há outras mudanças já em vigor no mercado brasileiro. Por aqui, onde o consumo de garrafas PET é muito grande, foi adotado um novo modelo de garrafa com uma tampa 4 milímetros mais curta que a anterior. “O objetivo é diminuir a quantidade de plástico da embalagem, uma proposta que não apenas significa maior economia para a empresa como também é um sinal de respeito maior ao meio ambiente”, diz Fort. A estimativa é que apenas no Brasil a quantidade de plástico que deixará de ser utilizada com a medida nos próximos três anos será equivalente a 120 milhões de garrafas de 2 litros.

Num cenário de negócios cada vez mais agressivo, em que as grandes corporações se digladiam com todo tipo de concorrente – rivais do mesmo porte nos mercados mais desenvolvidos e marcas talibãs nos emergentes -, o design é uma arma poderosa. “Com os produtos cada vez mais parecidos entre si, ganha quem chama a atenção do consumidor, seja pelo preço, seja pela qualidade. Para empresas que já têm uma marca estabelecida e estão sob o ataque de concorrentes, o design oferece uma vantagem competitiva importante”, diz o designer Luciano Deos, diretor da consultoria Gad, especializada em projetos corporativos. A operação brasileira da Johnson&Johnson, por exemplo, recorreu ao recém-instalado departamento de design da empresa, em Nova York, para rejuvenescer a marca Sundown, líder de protetores solares no Brasil, com 46% de participação de mercado. Apesar da liderança, pesquisas com consumidores apontavam que o produto tinha um visual envelhecido e muito conservador – o padrão de cores e o estilo da embalagem eram praticamente os mesmos desde o lançamento do produto no país, em 1984.

Com a ajuda de dois membros da equipe do chief design officer da Johnson& Johnson, Chris Hacker, a equipe brasileira mudou o rótulo e as cores. Para desenhar a nova embalagem, os designers americanos visitaram as praias brasileiras no verão de 2007 e 2008, passaram o Carnaval no Brasil e realizaram pesquisas no Rio de Janeiro. Todos os detalhes do projeto foram minuciosamente estudados para implicar o mínimo de custo para a empresa. “Uma mudança desse porte não começa sem uma análise cuidadosa de todos os recursos que temos em nossa fábrica e como podemos fazer mudanças sem ter de investir em novas máquinas ou mudar drasticamente os processos de produção”, diz Renato Wakimoto, diretor de embalagens da Johnson&Johnson para a América Latina. Eis mais uma peculiaridade dessa nova abordagem do design: toda criatividade é muito benvinda, desde que ela não traga despesas em excesso.

Para que servem as premiações?

Desde que comecei no Design, sempre busquei entender o que fazia um trabalho ser bom ou ruim.

Achava legal quase tudo que tinha “desenho”, com o tempo fui conhecendo quem eram os “caras” do Design, da Publicidade, da Arte e da ilustração.

Defendo a idéia de que um bom profissional deve adquirir, e com o tempo saber selecionar suas referências. Tudo isso aparentemente é super simples, basta visitar milhares de sites e gastar uma fortuna em livros, shows, peças de teatro, filmes e viagens, mas essas coisas não tem valor algum se não aprendermos a interpretar, decodificar, desestruturar e processar essas sensações, idéias, conceitos e imagens. 

Agora vou responder à pergunta do título.

A premiação serve para reconhecer um bom trabalho, esse é o princípio básico mas existe uma série de variáveis negativas que não vou escrever aqui.

Hoje utilizo as premiações como uma grande fonte de referência, claro que em muitos casos, depois de analisar os critérios da premiação e ver os resultados ocorre uma frustração de não compreender o porquê aquela peça foi premiada e aquela outra não. O que fica é o conhecimento adquirido com os exercícios de interpretação, decodificação, desestruturação que é único e pessoal.

Um dos prêmios mais importantes de Design de Embalagem é o Pentawards.

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A embalagem que mais me impressionou não foi a grande vencedora, não tem o melhor shape e nem a melhor solução gráfica.

Me impressionou por ser uma idéia muito simples e genérica para a categoria, mas é um conceito que fala diretamente e que cria empatia com o consumidor. Quando vi esta embalagem muitas idéias pipocaram na minha cabeça.

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Confira todos premiados.

Fonte: http://www.thedieline.com/pentawards08/

É possível prever o comportamento do consumidor?

Eu acredito que não. O máximo que podemos fazer é buscar informações em todos os meios e analisar os trabalhos realizados pelos institutos de pesquisa e tendências.

Cruzar todas essas informações e utilizar o nosso conhecimento tácito para elaborar e planejar estratégias de novos produtos, serviços e comunicação.

O IBOPE colocou no ar um hotsite com o título o consumidor do século XXI, que está muito interessante.

http://www.ibope.com/consumidor/