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Qual é o papel do Design de Embalagem, para a percepção de um produto?

Acredito que ninguém escolhe ou compra um produto eletrônico por causa do Design de Embalagem. Nesse caso o Design de Embalagem tem outras funções:

- Ajudar na construção do Brand Equity.

- Ser a entidade responsável pela entrega.

- E, mais recentemente ele é o responsável pela experiência do Unboxing.

Nosso MegaMaster Tio Jobs, sabe disso!

Quando você compra um computador qualquer a primeira experiência que você tem é de confusão, tentando entender qual é o próximo passo para começar a utilizá-lo. Em cada passo a sensação que se tem é de vitória, porque cada passo é uma batalha a ser superada.

Quando você compra algo da Apple as sensações são outras, primeiro você fica espantado e, encantado com o cuidado que o produto é tratado e segundo, a forma que os produtos estão embalados e dispostos fazem você praticamente apenas precisar ligar o computador na tomada.

Essa atenção às sutilezas e detalhes fazem uma grande diferença. O Bom  Design de Embalagem não pode fazer falsas promessas. Mas, ele tem obrigação de refletir, todo o cuidado que foi necessário para o desenvolvimento daquele produto.

Uma boa empresa, muitas vezes não tem um Bom Design.

Um Bom Design, sempre é o reflexo de uma boa empresa.

Abaixo imagens de dois produtos concorrentes. Qual você acha melhor?

Imagens via:

www.lovelypackage.com

www.thedieline.com

Criatividade e Bom Humor x Ação Judicial – Method x Green works

Imagine a seguinte situação:

- 2004, você e um amigo têm a idéia de produzir produtos para limpeza diferenciados, utilizando a sustentabilidade, o design de embalagem e fórmulas menos tóxicas como os principais pilares.

Em 2008, uma grande multinacional lança produtos com uma proposta similar. Chega 2010, e você recebe um comunicado do advogado desta grande multinacional, proibindo sua empresa de utilizar a imagem da margarida, pois ela é marca registrada deles.

Mas desde o início, você utiliza a imagem de uma margarida em sua comunicação. E, por não achar necessário você não faz o registro dela.

O que você faria nessa situação?

Eu achei genial a idéia que eles tiverarm…

VOTE DAISY

Links:

The New York Times

BrandChannel

Treehugger

Qual é a importância da linguagem visual da categoria?

Ninguém gosta de ser rotulado, mas faz parte da natureza humana rotular, classificar, categorizar ou seja encaixar o objeto* em algum padrão já conhecido.

Normalmente quando não conseguimos fazer isso, o objeto* nos causa um certo tipo de inquietação, que faz com que algumas pessoas o ignorem por não compreendê-lo e, outras que pelo mesmo motivo buscam conhecê-lo melhor.

Uma das premissas básicas do design de embalagem é estudar e compreender a categoria/subcategoria em que o produto compete, para evitar que o consumidor confunda seu produto com algo que ele não é,  ou ainda pior,  ele não ser considerado na hora da compra de um produto da categoria em que ele compete. Por esse motivo, não vemos abordagens realmente inovadoras em quase nenhuma categoria de produtos, o medo de perder market share, muito $$$ e consequentemente seu emprego, ou uma mancha em sua carreira, justifica o conservadorismo.

Quando visitamos um supermercado essa “categorização” fica evidente e, conseguimos identificar a “gôndola de biscoitos” a “gôndola de detergentes” e assim por diante. Embora o design de embalagem seja gerido por profissionais competentes em conjunto com escritórios de design igualmente competentes, o que vemos é uma grande “mesmice” de linguagens visuais.

Quando um dos players faz uma pequena mudança, que mexe um pouco com as regras da competição é natural uma reação. em que os outros players o acompanhem (copiem). Costumo dizer que existe uma retroalimentação dos produtos e de suas respectivas linguagens visuais.

Em muitas categorias de produtos, se “pegarmos” todos os players e “fizermos” um “mash-up com as embalagens, trocando apenas as logomarcas** , tenho certeza, que muitos consumidores não notariam a diferença.

É raro encontrar marcas que conseguiram construir uma identidade diferenciada, reconhecível e indissociável. Eu, de forma amadora costumo acompanhar quando encontro uma marca com essas características e, percebo que elas colhem os frutos do sucesso por essa coragem de ser únicas.

Mas quero deixar claro, que esse sucesso não é apenas por causa do design, identidade visual ou comunicação diferenciados.

O design, a identidade visual e a comnunicação são consequência de um produto(s) com qualidade(s) diferenciada(s), além da própria gestão da empresa. Lembrando que, nós, não separamos o produto do seu design/identidade visual, eles formam uma única entidade.

Para exemplificar, vou utilizar a marca Diletto, uma marca italiana de sorvetes criada pelo Sr. Vittorio Meneghini Scabin, que foi ressuscitada pelos netos e lançada no Brasil provavelmente no ano passado.

Sua Identidade Visual não está inserida na Linguagem Visual da categoria de sorvetes nem mesmo na subcategoria de sorvetes premium.

Ela possui uma Identidade Visual proprietária, ela não faz referência e nem utiliza nenhum signo que a insira na catergoria de sorvetes.

Por outro lado ela utiliza como signo a imagem de um urso polar, que faz referência direta a algo gelado.

Analisando de forma semiótica, temos um conceito bem interessante. O urso polar, apesar de não ser um animal muito amigável (ele é carnívoro, e vê o homem como presa), quando representado por uma ilustração ele acaba se transformando em um signo de carinho, “gostosura” e “fofura”, resumindo, se eu fosse mulher dirira:

- Você olha o ursinho e, fica com vontade de morder.

Sua cor branca é consequentemente, interpretada como pureza, por ser um branco levemente amarelado, a ilustração fica mais gostosa e “aconchegante”.

A primeira vez que comprei um Diletto, o que estava na moda era o sorvete coreano melona. Confesso, comprei meu primeiro Diletto por causa da embalagem que me encantou, a qualidade do produto confirmou, reforçou e potencializou o que a embalagem comunicou.

Eu acho a identidade visual e o design das embalagens da Diletto, único e sofisticado, mas como disse anteriormente eles são consequências e reflexo de toda uma preocupação e cuidado com a qualidade diferenciada do produto.

Essa preocupação faz dessa marca com aproximadamente 1 ano de Brasil, um sucesso, procurei críticas negativas na “rede mundial de computers” e, não encontrei. Só encontrei opiniões positivas a seu respeito, e, olha que é um produto caro (já encontrei por R$4 e por R$8) se comparado com outros sorvetes. Mas como disse, apesar de ser um sorvete ele não é percebido como um sorvete ele é percebido como um Diletto.

Para entender melhor isso, faça uma rápida busca na “interwebs” ou observe as pessoas.

Normalmente, elas dizem:  - Vou comprar um picolé de limão ou, eu adoro picolé de limão, raramente citam a marca do produto.

No caso da Diletto, as pessoas dizem: – Hoje é dia de um Diletto de Limão Siciliano ou, amo o Diletto de Framboesa, resumindo e repetindo, o picolé da Diletto não é reconhecido como picolé é reconhecido como Diletto.

Embora eu não ganhe 1 centavo por isso, fico feliz e inspirado, quando vejo uma marca realmente diferenciada fazer sucesso.

Isso reforça minha teoria, que não devemos fazer o que o cliente pede e quer, devemos buscar a excelência naquilo que fazemos, para o cliente pedir e querer.

ps: Parece que eles estão lançando a versão em massa \ o /

*objeto = qualquer coisa a que fazemos referência, seja ela concreta ou abstrata.

**logomarca = para os designers fundamentalistas e talibãs, me errem.

Links:

Diletto

Pequenas Empresas Grandes Negócios

Augmented Reality | Realidade Aumentada – A embalagem como mídia integradora

Quando vi esse termo pela primeira vez, não dei muita atenção mas, nas últimas semanas tenho visto muitos artigos, posts e tweets sobre o assunto, então resolvi buscar um pouco mais de informação para compreender essa tal de augmented reality | realidade aumentada.

No começo achei tudo muito futurístico e fantasioso, mas quando comecei a compreender a tecnologia e suas possibilidades meu cerébro quase explodiu só de pensar na quantidade de coisas e mudanças que essa tecnologia pode trazer.

Me lembro de quando o second life surgiu, houve uma supervalorização, que acabou não se confirmando, diferentemente do second life e de muitas redes sociais, com a augmented reality | realidade aumentada, as pessoas não entram no mundo virtual o mundo virtual entra na vida real.

A tecnologia ainda está engatinhando mas, arrisco dizer:  

- Essa tecnologia trará mudanças comportamentais maiores do que a internet.

Algumas possibilidades:

Se dermos uma volta por são paulo e pegarmos todos os folhetos de imóveis, não é exagero falar que teremos mais de 0,5 kg de papel. Com essa tecnologia em vez desses folhetos que muitas vezes são volumosos, receberíamos apenas cartões em que poderíamos ter toda informação e ainda fazer um tour virtual no imóvel decorado (Acompanhado ou não de um personagem ou pessoa virtual). As construtoras economizariam dinheiro e papel, muito papel consequentemente teríamos as ruas mais limpas.

A publicidade em revistas, usaria a tecnologia de dados variáveis cruzando com os dados pessoais do assinante, assim teríamos anúncios segmentados e personalizados.

As pessoas fazem o que sentem e falam o que pensam. Normalmente o sentimento vem antes da razão e como diz meu amigo e professor Paulo Carramenha:

- “Atributos emocionais geram o desejo de compra, atributos racionais justificam a compra”.

Esse é um viéis que as pesquisas feitas através de questionários ou entrevistas enfrentam. É automático, ao responder um questionário ou ser entrevistado ligamos o nosso racional e, em muitos casos pensamos numa coisa e fazemos outra. Mas com a augmented reality | realidade aumentada, as entrevistas poderiam ser feitas por um personagem, construído com uma série de características agradáveis, que deixaria as pessoas mais a vontade e relaxadas consequentemente menos racionais. Isso é apenas uma especulação, mas o futuro dirá se meu pensamento está correto.

Em embalagens as possibilidades são infinitas.

Meu amigo e mestre Fábio Mestriner, escreveu artigos e deu seminários sobre a integração da embalagem com a internet, mais uma vez o tempo confirma mais uma das suas idéias. Evoluindo um pouco essa idéia, as Marcas que conseguirem integrar a Embalagem com a Augmented Reality | Realidade Aumentada, terão uma grande ferramenta de Branding.

Vou falar um pouco das idéias que tive.

Você compra um hidratante, aponta a embalagem para seu Celular/PDA/Smaphone, sua webcam ou espelho (acredito que num futuro próximo) e aparece um (a) personagem ou até mesmo um ator/atriz e te dá dicas de hidratação e de como massagear a pele.

Você está de dieta, vai ao supermercado pega uma embalagem de alimento qualquer, aponta para o seu Celular/PDA/Smaphone ou para algum dispositivo que o supermecado ofereça, você recebe todos os dados nutricionais, dicas de nutrição/saúde e até como combinar, com outro produto. Chega em casa e aponta a embalagem para qualquer outro dispositivo com a tecnologia e recebe as dicas de prepararo, que podem ser apenas escritas ou faladas por um personagem ou ator/atriz.

As possibilidades são infinitas. Além disso vai trazer mudanças para o Design de Embalagem.

Os designers não precisarão mais se preocupar com os textos legais, toda informação poderá ser acessada através da augmented reality | realidade aumentada.

Ela também vai abrir um grande mercado para os ilustradores e animadores que terão que criar cada vez mais personagens exclusivos.

No Brasil a Pepsico saiu na frente com o lançamento de um novo sabor de Doritos, o Sweet Chili. Não resisiti e fui ao supermercado comprar o Doritos. Testei, e posso dizer que a experiência é sensacional.

doritoslovers2

Links:

EmbalagemMarca

Brainstorm9

Mais sobre augmented reality | realidade aumentada:

Brainstorm9

G1

Comunicadores

Caligraffiti

Semiótica aplicada na comunicação, publicidade e design.

Conheci a semiótica no primeiro ano da faculdade de desenho industrial, desde o primeiro contato fiquei fascinado por essa ciência.

Infelizmente no primeiro ano de faculdade, eu não tinha maturidade suficiente para aproveitar o conhecimento do professor, mas a semiótica ficou na minha mente e, então comecei a buscar artigos e livros sobre o assunto.

Há 11 anos, me dedico a estudar a semiótica de forma amadora e autodidata, apesar desses anos estudando sobre o assunto não me considero um especialista. Mas gosto de aplicá-la para compreender muitas coisas principalmente trabalhos de comunicação, publicidade e design.

Vejam esse anúncio. Simples, direto, eficiente e muito criativo.

duracel

Farei aqui uma rápida análise sob a ótica da semiótica; as pilhas (índices) indicam uma  caixa de som (símbolo) que sugere potência que está diretamente ligado com o posicionamente da marca Duracell. Tentei aqui fazer a análise da forma mais simples e resumida possível. Claro que poderia ter feito uma análise mais profunda, mas acho desnecessário, acredito muito no poder da simplicidade.

Para os que conhecem um pouco ou muito de semiótica, peço a gentileza de compartilhar suas análises através de comentários para enriquecermos esse post. 

links:

Comunicadores

Uma nova maneira de redesenhar uma marca? – Branding – Trabalhos que inspiram.

Impressionante o trabalho de Rebrand que a Capacity fez para o Cartoon Network.

Um trabalho Duca*,  é de encher os olhos. Fiquei com uma enorme vontade de apresentar todos meus trabalhos dessa maneira, pelo jeito um dos objetivos para 2009 é uma boa reciclagem.

É o trabalho mais impressionante que vi esse ano. 

Assistam o video da animação

*Duca é uma forma educada e bonitinha de dizer du caralho.

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Link:

Capacity

Como matar uma ideia? Illustration | Ilustração – Trabalhos que inspiram

Sem comentários, para esse maravilhoso trabalho da agência Fuel Lisboa em parceria com os ilustradores  Scott Campbell e Hiro Kawahara.

Tirem suas próprias conclusões:

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Mas o que eu achei mais bonita e inspiradora, foi a atitude do Hiro e do Scott,  para entenderem sobre o que eu estou falando acessem os respectivos blogs.

Links:

Hiro

Scott